Biografia de José Saramago

José Saramago - Portal da Literatura

José de Sousa Saramago foi um escritor português que nasceu na vila de Azinhaga  no concelho da Golegã a 16 de novembro de 1922. Oriundo de uma família de agricultores, os seus pais eram José de Sousa (1896-1964), que posteriormente foi polícia, e Maria da Piedade (1898-1982). A sua vida é passada em grande parte na cidade de Lisboa, para onde a família se mudou em 1924, depois de falecer o seu irmão Francisco de Sousa (1920-1924) a 22 de dezembro do mesmo ano.

Após fazer os estudos primários e secundários em Lisboa, as dificuldades económicas impediram-no de fazer os estudos liceais, que o levariam a frequentar a universidade. Formou-se então numa escola técnica e teve o seu primeiro emprego como serralheiro mecânico. Mas era fascinado pelos livros, e por isso visitava, à noite, com grande frequência, a Biblioteca Municipal Central/Palácio Galveias. Exerceu ainda as profissões de desenhador, funcionário da saúde e da previdência social.

Aos 25 anos, publica o primeiro romance Terra do Pecado (1947), no mesmo ano do nascimento da sua filha, Violante dos Reis Saramago, fruto do primeiro casamento com Ilda Reis – com quem se casou em 1944 e com quem permaneceu até 1970. Nessa época, Saramago era funcionário público. Viveu, entre 1970 e 1986 com a escritora Isabel da Nóbrega.

Em 1988, casou-se com a jornalista e tradutora espanhola María del Pilar del Río Sánchez, que conheceu em 1986 e ao lado da qual viveu até à morte. O primeiro encontro entre os dois aconteceu em Lisboa. Depois de ler O Ano da Morte de Ricardo Reis, a então apresentadora da TVE Sevilha terminou a leitura decidida a agradecer o autor pela experiência. Durante uma viagem a Portugal, Pilar telefonou para Saramago, que aceitou encontrá-la, supondo que a jornalista estava a querer fazer uma reportagem. O romance entre eles vingou após dois meses de conversas, quando Saramago propôs visitá-la em Sevilha.

Em 1955 e para aumentar os rendimentos, começou a fazer traduções de Hegel, Tolstói e Baudelaire, entre outros.

Depois de Terra do Pecado, Saramago apresentou ao seu editor o livro Clarabóia que, depois de rejeitado, permaneceu inédito até 2011. Persiste, contudo, nos esforços literários e, 19 anos depois, funcionário, então, da Editorial Estudos Cor, troca a prosa pela poesia, lançando Os Poemas Possíveis. Num espaço de cinco anos, publica, sem alarde, mais dois livros de poesia: Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975). É quando troca também de emprego, abandonando a Estudos Cor para trabalhar no Diário de Notícias (DN) e, depois, no Diário de Lisboa. Em 1975, retorna ao DN como Diretor-Adjunto, onde permanece por dez meses, até 25 de Novembro do mesmo ano, quando os militares portugueses intervêm na publicação (reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos) demitindo vários funcionários. Demitido, Saramago resolve dedicar-se apenas à literatura, substituindo de vez o jornalista pelo ficcionista.

As marcas características do estilo “saramaguiano” só apareceram com Levantado do Chão (1980), livro no qual o autor retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo. Dois anos depois, surge o romance Memorial do Convento (1982), livro que conquista definitivamente a atenção de leitores e críticos. Nele, Saramago misturou factos reais com personagens inventados.

De 1980 a 1991, o autor publicou mais quatro romances que remetem a factos da realidade material, problematizando a interpretação da “história” oficial: O Ano da Morte de Ricardo Reis (1985), A Jangada de Pedra (1986),  História do Cerco de Lisboa (1989), e O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991).

Nos anos seguintes, entre 1995 e 2005, Saramago publicou mais seis romances, dando início a uma nova fase em que os enredos não se desenrolam mais em locais ou épocas determinados e as personagens históricas se ausentam: Ensaio Sobre a Cegueira (1995), Todos os Nomes (1997), A Caverna (2001), O Homem Duplicado (2002), Ensaio sobre a Lucidez (2004), e As Intermitências da Morte (2005). Nessa fase, Saramago penetrou de maneira mais investigadora os caminhos da sociedade contemporânea, questionando a sociedade capitalista e o papel da existência humana condenada à morte.

Os momentos mais felizes da sua vida foram: a 8 de outubro de 1998, quando recebe a informação de ter ganho o prémio Nobel de Literatura; em novembro de 1995 quando ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa, e por isso Saramago foi considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa; a 24 de Agosto de 1985 quando foi agraciado com o grau de Comendador da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico e a 3 de Dezembro de 1998 quando foi elevado a Grande-Colar da mesma Ordem, uma honra geralmente reservada apenas a Chefes de Estado.

Enquanto que destaca como momentos mais difíceis as privações que passou devido às dificuldades económicas e a época da ditadura de Salazar.

A 29 de Junho de 2007 constitui a Fundação José Saramago para a defesa e difusão da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos problemas do meio ambiente.

Em relação às viagens que realizou ao longo da vida foram principalmente depois do 25 de abril de 1974 e pelos cincos continentes, oferecendo conferencias e lutando pelos Direitos Humanos.

Saramago faleceu no dia 18 de junho de 2010, aos 87 anos de idade, na sua casa em Lanzarote, nas Ilhas Canárias em Espanha, onde residia desde 1993 com a mulher Pilar del Rio, vítima de leucemia crónica. O escritor estava doente há algum tempo e o seu estado de saúde agravou-se na sua última semana de vida. O seu funeral teve honras de Estado, tendo o seu corpo sido cremado no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa. As cinzas do escritor foram depositadas aos pés de uma oliveira, em Lisboa a 18 de junho de 2011.

Em 2012 a Fundação José Saramago abre as suas portas ao público na Casa dos Bicos em Lisboa, presidida pela sua esposa Pilar del Río.

Até ao ano da sua morte, José Saramago construiu uma obra que se assumiu como incontornável, não só na literatura portuguesa, mas na literatura mundial, com obras traduzidas por todo o mundo.

Não existe no mundo um escritor que tenha sido nomeado como “Doutor Honoris Causa” por tantas universidades do planeta. Nada mais e nada menos que quarenta universidades lhe concederam desde 1991 até 2007 este título de honra em outros tantos atos oficiais de homenagem. Três italianas, sete brasileiras, dez espanholas, duas britânicas, duas portuguesas, duas francesas, uma sueca, uma canadiana, uma irlandesa e onze de outros tantos países latino-americanos (duas do México, uma da Argentina, outra do Uruguai, Costa Rica, Chile, Salvador, etc.).

Albufeira, a minha cidade

É o destino de férias de praia do Algarve mais popular, tanto a nível nacional como internacional. Entre junho e setembro, há milhares de pessoas a visitar Albufeira e a cidade vira um autêntico lugar de banhos de sol e mar, da festa sem limites e da nightlife louca.

Natal, Páscoa e, principalmente, Ano Novo são também as épocas altas. Inclusivamente, Albufeira oferece uma das melhores noites de Passagem de Ano do Algarve, senão mesmo do país, e no ano passado deu a conhecer o novo conceito de Fim de Ano no Albufeira Carpe Nox (141) Passagem de Ano Albufeira Carpe Nox Algarve 2020 – YouTube a partir do minuto 4:25).

Albufeira goza de 300 dias de sol por ano. O clima temperado mediterrânico significa que o verão é quente e o inverno beneficia de temperaturas amenas.

Esta antiga vila piscatória tornou-se um dos destinos de férias de verão mais procurados quando, nos anos 60, os britânicos descobriram este paraíso de sol, praia e mar. Apesar das unidades hoteleiras modernas e dos milhões de turistas que visitam todos os anos, Albufeira mantém a sua atmosfera mourisca e, no fundo, ainda é a vila de pescadores que sempre foi.

À entrada de Albufeira antes da Rotunda dos Descobrimentos encontramos o Posto de Turismo, no qual podemos adquirir diversas informações sobre a cidade, as atividades que podemos fazer e os locais a visitar.

Albufeira foi ocupada pelos mouros durante cinco séculos. Do legado árabe restam as ruelas empedradas, estreitas e labirínticas, indícios das antigas muralhas do castelo mouro e as casas muito brancas com as suas açoteias e arcos que definem a arquitetura típica. Tudo isto encontramos na cidade velha, como por exemplo a Porta de Sant’ Ana/Porta da Villa, Porta do Norte e Porta da Praça, restos das portas das muralhas do castelo.

A Torre do Relógio, símbolo de Albufeira, localizada na Porta da Praça, encimada por uma estrutura em ferro que, à noite, quando iluminada, lhe dá um ar de graça. Esta foi uma das torres nos vértices da fortificação quadrangular construída pelos mouros aquando da ocupação árabe. A localização no topo da falésia tornava o castelo praticamente indestrutível.

Mesmo ao lado, na Praça da República, encontramos o conjunto de património histórico mais valioso de Albufeira: os vestígios arqueológicos de casas islâmicas (séc. XII e XIII), com silo e cisterna escavados no solo rochoso, o Museu Municipal de Arqueologia com o brasão de armas dos Azevedos, e do lado oposto, o edifício da cadeia, convertido no atual conservatório de música de Albufeira.

Na continuação da Rua Henrique Calado, encontra-se o conjunto arquitetónico do antigo hospital, hospedaria e Capela da Misericórdia, identificável pelo portal manuelino em arco ogival, acredita-se que a capela ocupa o espaço duma antiga mesquita.

Muralha do Castelo (Albufeira) - 2020 Qué saber antes de ir - Lo más  comentado por la gente - TripadvisorNo final desta rua fica a Porta do Norte, ou melhor, o que resta dela pois está muito danificada. Só o painel de azulejos nos ajuda a dar com ela.

Há três igrejas a visitar em Albufeira. A Igreja de São Sebastião, setecentista, que conserva uma bonita porta em estilo barroco manuelino, em cujo interior se destaca o altar-mor em talha dourada. Alberga ainda o Museu de Arte Sacra de Albufeira, com uma vasta coleção de objetos religiosos provenientes das igrejas do concelho.

 

Igreja Matriz em estilo neoclássico (século XVIII) guarda a imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Albufeira.

Igreja de Santa Ana foi completamente destruída pelo terremoto de 1755, exceto o portal principal que apresenta alguns elementos barrocos. A igreja atual foi construída no final do século XVIII. É especialmente conhecida pelo seu altar-mor.

A estátua de São Beato Vicente de Albufeira, missionário filho da terra que foi martirizado no Japão, fica aqui ao lado. Vicente Simões de Carvalho nasceu em 1590 na cidade de Albufeira. O pai, António Simões, casado com Catarina Pereira, era médico, tendo-lhe transmitido conhecimentos que lhe seriam muito úteis na sua vida futura. É depois da morte de sua mãe que sente despertar em si a vocação sacerdotal. Em abril de 1623, partiu para o Japão. Em outubro do mesmo ano, ao chegar a Nagasaki começou uma vida de clandestinidade, mascarado de caixeiro ambulante, adotando nome e roupas diferentes: pregava nas casas que lhe abriam as portas, consolava os perseguidos, e provocava mais conversões. Seis anos mais tarde acabaria por ser delatado por um ex-cristão, juntamente com outros dois colegas e seria preso. Após três anos de encarceramento e tortura, no dia 3 de setembro de 1632, os três morreram queimados vivos numa fogueira.

Nenhuma visita a Albufeira fica completa sem descer a Rua 5 de outubro, pejada de mais lojas e gente. A maioria não está cá pelas lojas, mas pelo Túnel que dá acesso à Praia do Peneco, outra forma de cá chegar é apanhando o Elevador do Peneco lá de cima da Esplanada Dr. Frutuoso da Silva. O miradouro é agradável para um momento descontraído.

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Continuando até ao Largo 25 de Abril, deparamo-nos com a Praia dos Pescadores, contígua à do Peneco, mais desafogada e com areal mais extenso. Também é um ótimo sítio para comer alguns dos pratos típicos portugueses nos restaurantes mais antigos da cidade, como por exemplo n’A Ruína ou no Aquário.

Depois de comer podemos subirmos as escadas rolantes até ao Miradouro do Pau da Bandeira. O pôr-do-sol neste miradouro é algo a não perder quando visitar Albufeira. Mas dentro da cidade há muitos miradouros, como o do Rossio, do Porto de Pesca, do Peneco e da Bateria.

Na parte alta da cidade encontramos o edifício dos Paços do Concelho inaugurado no ano de 1989. Nele encontra-se a Câmara Municipal de Albufeira que é o órgão autárquico deste concelho e cabe-lhe promover o desenvolvimento do município em todas as áreas da vida, como a saúde, a educação, a ação social e habitação, o ambiente e saneamento básico, o ordenamento do território e urbanismo, os transportes e comunicações, o abastecimento público, o desporto e cultura, a defesa do consumidor e a proteção civil. Assim como, o tribunal e a conservatória.

Em frente à CMA, é o quartel dos Bombeiros. A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albufeira é uma associação sem fins lucrativos, que realiza inúmeras campanhas de angariação de fundos, cursos de primeiros socorros tanto a pessoas como a animais. Além disso, também realizam todos os anos o Presépio da cidade.

Os bombeiros de albufeira têm uma fanfarra que é uma reunião de músicos de instrumentos de metal, como trompas, trombetas etc. Esta representa este Corpo de Bombeiros em várias manifestações de carácter cultural, nomeadamente em várias festas do concelho. É muitas vezes convidada por outras Corporações para participar em desfiles de Fanfarras. Está composta por quase 40 elementos, variando as suas idades entre os 10 e os 50 anos, sendo a sua maior parte constituída por elementos dos 12 aos 18 anos.

No Natal podemos aproveitar para visitar o Mercado de Natal. Aqui vão poder encontrar decorações de Natal e alguns presentes para oferecer à família e aos amigos – peças originais produzidas por dezenas de artesãos da região, brinquedos e muitas outras sugestões. A gastronomia também estará em destaque com doces típicos da época – azevias, coscorões, rabanadas, bolos e doces confecionados à base de mel, frutos secos e gila- bem como os vinhos e licores que não podem faltar à mesa de Natal. A par de tudo isto, a animação com cânticos e espetáculos especialmente preparados pelas academias artísticas e associações culturais e desportivas do concelho, fazem deste espaço a verdadeira oficina do espírito de Natal dos albufeirenses. O mercado está aberto entre as 11h00 às 21h00.

Por último, quando temos fome e queremos comprar souvenirs podemos fazê-lo no Albufeira Shopping, o centro comercial da cidade composto por várias lojas, supermercado, banco, lavandaria e restaurantes.

Ah, e não pode faltar um passeio à beira-mar na Marina de Albufeira com os seus prédios coloridos. Entre iates e embarcações de lazer ancorados, encontramos ainda os barcos dos pescadores locais que dão um colorido ao porto. É ainda da Marina que saem os barcos que lhe o convidam às experiências mais memoráveis pelas cavernas marítimas e para a observação de golfinhos.

Descrição da aparência física

Hoje vamos aprender a como descrever uma pessoa em português.

O que é descrição? É a ação de descrever/falar sobre algo ou alguém.

Quando descrevemos alguém, devemos fazer sempre a distinção entre descrição física (relacionada com o aspeto físico) e descrição psicológica (relacionada com as características emocionais).

Nós podemos usar muitas expressões diferentes para descrever uma pessoa, mas a forma mais comum de o fazer é usando o verbo Ser e o verbo Ter. Claro que há muitas características diferentes que podemos usar para descrever uma pessoa em português. Vamos começar com as características físicas:

Para praticar podes tentar descrever as pessoas que vês nesta imagem nos comentários.

Maria Alberta Menéres – escritora

Hoje venho apresentar-vos através deste vídeo a escritora portuguesa Maria Alberta Menéres. Abaixo podem consultar uma lista das suas obras.

Obras

  • O almoço
  • Quotidiana, 1943
  • Intervalo, 1952
  • Cântico de Barro, 1954
  • A Palavra Imperceptível, 1955
  • Oração de Páscoa, 1958
  • Água – Memória, 1960
  • A Pegada do Yeti, 1962
  • Os Mosquitos de Suburna, 1967
  • Conversas em Versos, 1968
  • Figuras, Figuronas, 1969
  • O poema disse ao poema, 1974
  • O Robot Sensível, 1978
  • Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa, 1982
  • Semana sim, semana não, semana pumbas, 1998

Obras Infanto-juvenil

  • Clarinete, 1930
  • Ulisses, 1970
  • A Pedra Azul da Imaginação, 1975
  • A Chave Verde ou os Meus Irmãos, 1977
  • Semana Sim, Semana Sim, 1979
  • O Que É Que aconteceu na Terra dos Procópios, 1980
  • Um Peixe no Ar, 1980
  • Pedro Filipe, o menino trapalhão, 1984
  • Dez Dedos Dez Segredos, 1985
  • O retrato “em escadinha”, 1985
  • Vitinho conta… a história dos cereais, 1988
  • Quem faz hoje anos, 1988
  • Um Camaleão na gaveta, 1988
  • Sigam a Borboleta, 1996
  • 100 Histórias de Todos os Tempos, Edições Asa 2003
  • Passinhos de Mariana, 2004
  • Camões, o Super Herói da Língua Portuguesa, 2010
  • À Beira do Lago dos Encantos, 2016

São Martinho e o Magusto

Magustos: 5 programas de São Martinho no Grande Porto

Em Portugal no dia 11 de novembro celebra-se o dia de São Martinho, Santo padroeiro dos Comissários. Já alguma vez tinham ouvido falar sobre este dia? Conhecem a história do São Martinho?

– Não??? Então vejam este vídeo sobre a sua lenda:

Tal e como diz o provérbio portugués e reza a tradição de São Martinho: em dia de São Martinho, faz o magusto e prova o teu vinho. 

Neste dia não pode faltar na mesa as castanhas assadas e a água-pé – um vinho leve, preparado com água e com o bagaço das uvas, em praticamente todas as casas portuguesas. Manda, ainda, a tradição que se mate o porco e que se plante o cebolinho.

No entanto, estes são hábitos que se repetem um pouco por todo o país com algumas variantes.

Por exemplo, em Vila do Conde roscas de pão de trigo e nozes fazem companhia a um prato de castanhas. Em muitas regiões do Minho, a matança do porco é acompanhada por um grande magusto.

E em Soeiro, perto de Bragança, um cortejo de homens e mulheres sai à rua para comemorar o dia do seu padroeiro, numa festa bem “regada” (de vinho).

A tradicional Feira da Golegã é, talvez, a mais conhecida e tem já uma longa história. Chapéus, vestuário para montar, comida tradicional e bom vinho juntam-se aos inevitáveis concursos, jogos e exibições equestres.

O dia de São Martinho serve, também, de pretexto para algumas festas e feiras do vinho no Alentejo e um pouco por todo o lado. São arraiais com castanhas e vinho que prometem animar as noites.

Em Lisboa, algumas iniciativas animam sempre as ruas da cidade mas os vendedores de castanhas que estão um pouco por todo o lado e espalham o cheiro característico da castanha assada são a imagem de destes dias.

Para praticar a Compreensão do vídeo realiza esta ficha:

Celebração do Dia de Todos os Santos


Todos os anos, na manhã de 1 de novembro em Portugal, as pessoas saem de casa para irem ao cemitério cumprir o ritual: limpar as campas de mármore, acender as velas vermelhas, colocar as plantas na jarra e rezar.

Nalgumas zonas rurais as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos grupos para pedir o pão-por-deus de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, etc., que colocam dentro dos seus sacos de pano.

“Pão por Deus,
Fiel de Deus,
Bolinho no saco,
Andai com Deus.”

“Bolinhos e bolinhós
Para mim e para vós
Para dar aos finados
Qu’estão mortos, enterrados
À porta daquela cruz
Truz! Truz! Truz!
A senhora que está lá dentro
Assentada num banquinho
Faz favor de s’alevantar
P´ra vir dar um tostãozinho.”

Quando se recebe algo:
“Esta casa cheira à broa
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho
Aqui mora algum santinho.”

Quando não se recebe nada:
“Esta casa cheira a alho
Aqui mora um espantalho
Esta casa cheira a unto
Aqui mora algum defunto.”

É também costume nalgumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Querem a receita???

A celebração desta efemeridade, que teve origem em Lisboa, remonta ao dia 1 de novembro de 1756, um ano após o grande terramoto de 1755 que destruiu completamente parte da capital e que aconteceu justamente no dia 1 de Novembro, Dia de Todos os Santos.

Nessa época, a fome e a miséria sentiam-se pela cidade e reforçou a necessidade de partilha de alimentos com os mais necessitados. Em 1756, as pessoas percorreram assim as ruas de Lisboa, batendo às portas e pedindo qualquer esmola, mesmo que fosse apenas pão. Dado o desespero, as pessoas pediram “Pão, por Deus”.

Em troca muitos pedintes receberam pão, bolos, vinho e outros alimentos para honrar os seus mortos e pedir pela sua alma.

A partir dos anos 80 a tradição foi gradualmente desaparecendo e, atualmente, raras são as pessoas que se lembram desta tradição.